Rui Moreira com o seu urbanismo descaracteriza a cidade do Porto

 




A NOVA MERCADONA DE CAMPANHÃ…


Um programa urbanístico que foi pensado para ligar duas partes da freguesia de Campanha que estavam divididas pela instalação de grande infraestrutura rodoviária e ferroviária, de um lado a Estação de Campanha e a Rua de Bessa Pinto, do outro lado a secular Rua de Bonjoia, com as suas ilhas, bairro de ferroviários, capelas e alminhas seculares. Numa zona da cidade oriental que se apresentava fragmentada, atomizada e isolada, a instalação desta nova infraestrutura que se apresentou como uma plataforma que iria ligar os dois lados por um jardim, está a transformar-se num pesadelo urbanístico pela sua imagem e construção que agrava o sentido da cidade agorafóbica e acentua a imagem de periferia pela construção que ali se está a implantar. Uma proposta arquitectónica que arrasa com a antiga rua de Bonjoia, que destrói as antigas ilhas, descaracteriza todo aquele antigo tecido, que transportava uma memória fundamental para a valorização da cidade, daquela parte da cidade. A proposta limpa o território, ignora as memórias, as arquitecturas, as vivências e as marcas que faziam parte da história de Campanhã. Estamos perante uma proposta urbanística que desprezou os valores positivos daquele sitio, que demoliu casas e ilhas, ruas e vielas, em nome de um urbanismo panótico e higienista, distante e funcionalista. Como nos ensinou Fernando Távora «é preciso saber ver para além das ruínas».

Convergencia-Porto

Comentários

  1. É necessária uma crítica feroz a este urbanismo panótico e higienista que não só acentua as desigualdades sociais como é demasiado feio.

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